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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Quem sou?

Quem sou?

Quem sou sem os outros? O que é meu e o que é do outro? Do que me impeço pelas expectativas que julgo que os outros, o mundo têm de mim?

Quando me dou conta, sem julgamento, sem crítica, do que sou, do que me move, apenas aí poderei definir a resposta à próxima pergunta existencial - Para onde vou?

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A busca incessante da causa






Perdemo-nos nos "porquês" daquilo que nos acontece, situações ou emoções, como se virássemos costas à realidade do aqui e agora (dentro e fora de nós), procurando uma causa ou explicação num passado que já pouco nos pertence.


Esmiuçamos situações muitas vezes para nos depararmos com uma ausência de causalidade que nos aflige e deixa a sensação de que algo de errado se passa connosco.

E ao nos afundarmos nestes porquês, nesta busca que remoemos, deixamos de conseguir dar resposta ao que estamos a vivenciar interna e externamente no momento presente.

Poderá ser um truque da mente, altiva e dominadora, que se perde a cogitar reforçando a sua importância, ainda que cogitar não seja a ferramenta de que precisamos naquele momento. Como se fosse difícil aceitar o que estamos a sentir e pudessemos perguntar apenas - ' O que preciso ou quero fazer com isto que sinto aqui e agora?'.

E talvez seja com esta pergunta, mais assente e aceitante da realidade presente, que surja uma resposta mais adequada e que vá ao encontro da necessidade que subjaz à emoção que encontramos em nós.

É nesta aceitação da vivência do aqui e agora que reganho a autonomia para dar resposta ao que sinto.


Um abraço.

Catarina Satúrio

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mudar o Rumo


A Vida é Mudança
Tirar (ou ganhar) tempo para perceber onde estamos e o caminho a seguir, pode revelar que os planos feitos anteriormente já não nos servem. O que somos está em constante mutação e evolução, tal como as necessidades que nos são intrínsecas.
Por vezes em Terapia deparamo-nos com uma luta constante e inglória de quem está à nossa frente, numa rigidez de quem não se permitiu repensar o caminho.
E isto é válido para todas as esferas da nossa vida - o que precisamos na família, o que é premente, o rumo profissional que vai dando respostas à necessidade de realização e, de forma mais pragmática, de sobrevivência, na forma como estamos nas relações com o outro.
Repensar este caminho, percebendo que talvez já não sejamos quem o traçou, o que pelo menos as necessidades do Eu Real que agora somos mudaram, não será nunca sinónimo de desistência mas de verdade e respeito por nós.


Também isto é a Terapia.

Um abraço.
Catarina

Eu Real e Eu Ideal


Deparo-me muitas vezes em terapia com uma distância angustiante entre estes dois Eus. O Eu Ideal, motivador de melhoria, de objectivos, torna-se um Eu Crítico e Castrador, não aceitante do Eu Real, causando angústia e um sentimento incontornável de falha do que se é.
Em terapia trabalha-se estes dois Eus, reconciliando-os, largando do Eu Ideal o que já não serve e os "Tenho que" que este impõe, quais introjectos não mastigados, Aceita-se e acarinha-se o Eu Real, com tudo o que este contém. Tal não será nunca sinónimo de conformismo, mas de aceitação. E é quando se aceita o que se é e o que está que a Mudança ocorre.