Num novo projecto em que se pretende levar a Psicoterapia às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, surge o Couch.
É com satisfação que integro esta equipa que permite que à distância de um clique possa marcar a sua consulta e fazer o seu processo psicoterapêutico a partir de qualquer parte do mundo.
Fica o link para que possam conhecer melhor e, quem sabe, dar uma nova luz à vossa Vida.
Um abraço.
Catarina Satúrio
Couch
Especialista em Perturbações de Pânico Psicoterapeuta com consultórios em Carcavelos e Lisboa. Marcação de consultas - 914420361
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Mindfulness App
Quando os meus pacientes se mobilizam e procuram fora da psicoterapia
mais ferramentas para o seu dia a dia, confesso que me entusiasmo. Não
apenas pela perpetuação do movimento terapêutico, mas também pelo que
aprendo com eles.
Há duas semanas trouxeram-me o Headspace, uma
ferramenta (app) para telemóvel onde num programa gratuito de 10minutos
diários durante 10 dias podemos praticar Mindfulness - atenção plena,
espaço entre o Eu observador e os pensamentos, emoção e corpo.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
A busca incessante da causa
Perdemo-nos nos "porquês" daquilo que nos acontece, situações ou emoções, como se virássemos costas à realidade do aqui e agora (dentro e fora de nós), procurando uma causa ou explicação num passado que já pouco nos pertence.
Esmiuçamos situações muitas vezes para nos depararmos com uma ausência de causalidade que nos aflige e deixa a sensação de que algo de errado se passa connosco.
E ao nos afundarmos nestes porquês, nesta busca que remoemos, deixamos de conseguir dar resposta ao que estamos a vivenciar interna e externamente no momento presente.
Poderá ser um truque da mente, altiva e dominadora, que se perde a cogitar reforçando a sua importância, ainda que cogitar não seja a ferramenta de que precisamos naquele momento. Como se fosse difícil aceitar o que estamos a sentir e pudessemos perguntar apenas - ' O que preciso ou quero fazer com isto que sinto aqui e agora?'.
E talvez seja com esta pergunta, mais assente e aceitante da realidade presente, que surja uma resposta mais adequada e que vá ao encontro da necessidade que subjaz à emoção que encontramos em nós.
É nesta aceitação da vivência do aqui e agora que reganho a autonomia para dar resposta ao que sinto.
Um abraço.
Catarina Satúrio
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Psicoterapia,
terapia
Local:
Carcavelos, Portugal
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
EMDR
Eye
Movement Desensitization and Reprocessing
Dessensibilização
e Reprocessamento através de Movimentos Oculares
Trata-se
de um método de dessensibilização e reprocessamento de
experiências emocionalmente traumáticas por meio de estimulação
bilateral do cérebro, a qual promove a comunicação entre os dois
hemisférios cerebrais.
É um
processo semelhante ao que se passa quando sonhamos (a chamada fase
REM do sono), durante o qual os movimentos oculares rápidos
facilitam o processamento do material inconsciente.
Direccionada
para situações de trauma com forte componente ansiosa , esta
técnica tem-se mostrado muito útil na resolução de trauma e de
comportamentos baseados na ansiedade incluindo pensamentos
intrusivos, fobias, dor crónica, perturbações emocionais incluindo
culpa, raiva, luto, e medos, pesadelos recorrentes e sintomas tais
como o evitamento de actividades anteriormente sentidas como
agradáveis.
Quando
existem vivências demasiado perturbadoras, o cérebro pode não
conseguir processar a informação normalmente, congelando o momento
no hemisfério direito do cérebro, onde predominam as emoções, não
permitindo uma conexão com o hemisfério esquerdo responsável pela
lógica e racionalidade.
Tal divisão dificulta que uma sincronia
entre razão, emoção e ação,
afetando como são processadas as experiências de vida de uma
pessoa.
Desta
forma, recordar eventos traumáticos, ou sons, cheiros, sentimentos
ou emoções a ele associados (denominados gatilhos), pode
ser tão perturbador como vivê-los pela primeira vez.
Estas memórias congeladas e não processadas criam e mantêm um efeito negativo na maneira como o paciente vê o mundo e se relaciona com as outras pessoas e situações na sua vida.
O EMDR
tem um efeito directo na forma como o cérebro funciona. Trabalha-se
em sessão a reposição do processamento da informação para que a
percepção psicosensorial não se manifeste com a mesma carga
emocional quando o acontecimento traumático ou os gatilhos é
trazido à mente.
As
memórias ainda são recordadas mas o efeito perturbador desaparece.
Durante a sessão, o terapeuta EMDR trabalha com o paciente para identificar um problema específico que será o ponto focal a trabalhar na sessão de tratamento. O paciente activa o acontecimento ou situação traumática com as diferentes características sensoriais do mesmo, em simultâneo com a sua percepção actual sobre esse acontecimento.
O terapeuta facilita a estimulação fisiológica bilateral do cérebro, enquanto o cliente reactiva a memória traumática, sem nenhum esforço para controlar a direcção ou conteúdo do material recolhido.
Os períodos de estimulação bilateral continuam até que a memória fique menos perturbadora, e seja associada com pensamentos e crenças positivas acerca de si mesmo. Durante uma sessão EMDR o cliente pode experimentar emoções intensas sendo que no final verifica-se uma diminuição ou desaparecimento da carga emocional associada à vivência trabalhada em sessão.
Quando
o terapeuta pede ao cliente para pensar em alguma situação
disfuncional e inicia a estimulação bilateral, que tanto pode ser
ocular como táctil ou auditiva, o cérebro desencadeia o mecanismo
de processamento de informação, activa a rede neuronal onde ficou o
registo traumático bloqueado, e através da interacção com outras
redes neurológicas, este é processado de forma adaptativa.
Durante
o processo é também libertada a carga emocional associada à
situação.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Eu Terapeuta
É a empatia enquanto capacidade de olhar e sentir através da vivência do outro a palavra que melhor me define enquanto terapeuta. E ao olharmos juntos poderemos encontrar as lentes que foi adquirindo ao longo da sua vida, as defesas que se revelam no aqui e agora já desadequadas, e trabalhar no sentido de as deixar para trás.
É neste movimento que nos tornamos companheiros de viagem.
O caminho e o ritmo será sempre o seu. Comigo e para esta viagem levarei as contínuas formações que fui fazendo ao longo dos anos - a Terapia Gestalt, o Mindfulness, os recursos da Terapia Cognitiva Comportamental e o EMDR.
O respeito pela sua individualidade estará sempre acima de qualquer diagnóstico ou protocolo de intervenção, tentando sempre descobrir o que será mais adequado para a forma como vivencia o sofrimento ou o desconforto que sente.
Um abraço.
Catarina Satúrio
É neste movimento que nos tornamos companheiros de viagem.
O caminho e o ritmo será sempre o seu. Comigo e para esta viagem levarei as contínuas formações que fui fazendo ao longo dos anos - a Terapia Gestalt, o Mindfulness, os recursos da Terapia Cognitiva Comportamental e o EMDR.
O respeito pela sua individualidade estará sempre acima de qualquer diagnóstico ou protocolo de intervenção, tentando sempre descobrir o que será mais adequado para a forma como vivencia o sofrimento ou o desconforto que sente.
Um abraço.
Catarina Satúrio
Depressão - a doença e a Terapia
Um vídeo fantástico sobre a Depressão e a importância da terapia e do contacto nesta doença.
Um abraço.
Catarina Satúrio
Catarina Satúrio
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terapia
Local:
Carcavelos, Portugal
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Técnicas de Desfusão Cognitiva ou como lidar com os pensamentos perturbadores
"Penso, logo existo". Descartes referia-se ao acto de pensar e não ao pensamento, porém confundimos hoje o ser que pensa com o pensamento que produz, identificando-nos com crenças, juízos ou pensamentos automáticos que fomos construindo, alguns como forma de defesa.
E é nesta fusão com o conteúdo dos pensamentos que reside parte da nossa ansiedade, da nossa deturpação no olhar para quem realmente somos. Como uma lente, a identificação com os pensamentos que produzimos, afasta-nos da realidade, essencialmente daquela que nós somos, e impede-nos muitas vezes de responder ao mundo de forma adequada.
Mas como gerir estes pensamentos que por vezes nos assolam, afligem, criam cenários ou considerações sobre nós e o mundo?
As técnicas de desfusão cognitiva utilizadas pela ACT, potenciam a nossa capacidade de ver os pensamentos como objectos exteriores a nós, promovendo a desidentificação com o conteúdo dos pensamentos e, consequentemente, diminuindo as emoções e os sintomas físicos a eles associados.
1º Exercício - observar o pensamento, criando espaço entre o observador e o conteúdo pensado:
Intencionalmente, traga a mente para um pensamento que o incomode com alguma frequência, impedindo-o até de se relacionar de forma mais plena com o mundo que o rodeia. Poderá ser um pensamento negativo sobre si, como:
“Eu não sou amado”
…
a) Silenciosamente, diga este pensamento
para si próprio, convicto da sua veracidade, e notando os efeitos que
este pensamento tem.
b) Tente agora ter o mesmo pensamento, mas dizendo antes:
“Eu estou a ter o pensamento que não sou amado.
c) E, por último, traga o mesmo pensamento à sua consciência precedido pela frase:
“Eu reparo que estou a ter o pensamento de que…”
Talvez possa notar um distanciamento e uma diminuição nas emoções relacionadas com o pensamento que o perturbava. Ou talvez apenas possa notar que é o observador desta sua produção mental. Agora criou o espaço entre si e o seu pensamento que pode permitir-lhe questionar esta crença.
2º Exercício - Cantar os pensamentos:
Outra possibilidade para criar distância dos pensamentos é:
a) Pensamento X
b) Cantar o pensamento X com o mesmo ritmo que você canta “Parabéns para você”.
Repare como dessensibiliza ou retira a carga emocional do pensamento que elicitou.
3º Exercício - Comer o pensamento
a) Foque-se no pensamento perturbador e tente encontrar uma palavra que o represente.
b) Visualize essa palavra numa tela à sua frente.
c) Transforme cada letra da palavra em algodão doce, permitindo-se depois comer letra a letra.
Espero ter criado uma primeira curiosidade sobre como lidar com os pensamentos, mas acima de tudo tê-lo feito questionar a identificação que faz com os conteúdos dos seus pensamentos.
Porque terapia não é apenas uma conversa, mas também instalação de recursos que promovam o seu
bem estar.
Um abraço.
Catarina Satúrio
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Local:
Carcavelos, Portugal
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